Mundo sem Deus
Grupos radicais islâmicos na Indonésia continuam
colocando pressão sobre a Igreja de Yasmin, localizada na região de Bogor.
Os extremistas islâmicos começaram a gritar e atacar os
membros da Igreja durante as reuniões de domingo, que são realizadas em vias
públicas, pois o prefeito da cidade impediu a igreja de se reunir em seu
templo.
Os membros do Movimento de Reforma Islâmica (Garis) se
levantaram contra os membros da Igreja de Yasmin que estavam se aproximando do
templo da Igreja, o que levou os policiais a entrarem na situação para
controlar a multidão furiosa.
“Nós não temos medo da polícia, nem de seus oficias. Se a
Igreja de Yasmin não for derrubada, vamos voltar aqui com um grupo ainda
maior”, disse Majudien, um dos líderes islâmicos do Garis.
Al Khathbath, líder de uma das filiais do Fórum Popular
Islâmico (FUI), disse que a ausência de um posicionamento mais incisivo por
parte do governo faz com que a situação piore cada vez mais na região de Bogor.
Khathbath considerou a situação comparando-a com uma “bomba-relógio”.
O porta-voz da Igreja disse que a pressão sobre a igreja
tem sido muito intensa durante os domingos, quando a congregação é forçada a se
reunir em vias públicas, pois não pode usar seu templo.
Uma cristã somali, ex-muçulmana, foi levada para uma via
pública, onde foi açoitada como punição por ela acreditar em uma “religião
estrangeira”, o cristianismo, e deixar o Islã, segundo informações das fontes.
Sofia Osman, uma cristã de 28 anos de idade, que mora na
região de Shabelle, tinha sido levada sob custódia por extremistas islâmicos do
grupo Al Shabbab, e quando foi libertada foi açoitada em público.
Ela recebeu a punição de 40 chibatadas no dia 22 de
dezembro, enquanto a multidão de espectadores apoiava o castigo que Sofia
estava recebendo.
“Sofia foi chicoteada durante 3 horas, mas ela não disse
para nós depois quais foram outras humilhações ela passou enquanto esteve
presa”, disseram amigos da vítima. Uma testemunha ocular disse ao Compass que a
punição fez com que Sofia sangrasse muito e perdesse a consciência.
A punição foi realizada na frente de centenas de
espectadores logo após Sofia ter sido libertada, após ela permanecer presa por
um mês nos campos-prisões do Al Shabbab.
Em Laos, seis líderes cristãos permanecem presos após
terem sua festa de natal interrompida. A comemoração foi feita no dia 16 de
dezembro para não levantar suspeitas, mas o chefe da aldeia Boukham tomou
conhecimento do fato e invadiu a casa onde estava acontecendo à celebração de
natal.
Oito líderes da igreja foram presos e imediatamente
escoltados à prisão do governo. Quatro dos oito líderes foram algemados e os
pés colocados em um tronco.
No mesmo dia, no final da tarde, o vice-presidente da
Igreja Evangélica Savnnakhet Lao, uma igreja reconhecida pelo governo, visitou
o chefe da polícia de Boukham solicitando a liberação dos presos. No domingo, a
igreja pagou fiança e o líder cristão Kingmansorn foi liberado.
De acordo com o porta-voz da organização Human Rights
Watch, a polícia já estava seguindo os passos dos líderes cristãos. “Sete dos
oito líderes estavam em uma lista de polícia para serem presos no evento de
Natal”, disse o porta-voz de uma agência de notícias.
A polícia estava os seguindo por estarem ativamente
construindo uma igreja para espalhar a fé cristã. O único que não estava na
lista era Kingmansorn, por isso ele foi solto. Foi pedido aos sete líderes que
admitissem que eles fossem culpados de violar a lei da vila, mas eles se
recusaram a admitir a culpa.
No dia 23 de dezembro a polícia aceitou o pagamento de
fiança de um dos líderes e o libertou. Os seis restantes continuam presos.
Nos últimos anos, muitos cristãos no Laos enfrentaram a
prisão ou rejeição da aldeia, recebendo ameaças por causa de sua fé. Os
cidadãos do país consideram o cristianismo uma religião “ocidental” e uma
ameaça à identidade do Laos.
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